As mãos envelhecidas de minha mãe, seguram um pequeno pedaço de papel amarelado sobre a mesa vermelha. São palavras de saudades. A carta, que estabelece uma comunicação entre o antes e o agora, foi escrita em 1983 por amigos do meu avô, pois ele não sabia ler nem escrever. Apesar da falta de oportunidade em relação aos estudos, eles conseguiam se entender, davam um "jeitinho", já que minha mãe migrou para São Paulo assim que completou a maior idade.  
Me escreva, pai, 2015
Fotografia digital; 42 x 29,7 cm
Obra premiada no Prêmio Flávio Gagliardi em 2016
IMG_5935.jpg
IMG_5930.jpg
IMG_5960.jpg